sábado, 9 de abril de 2011

Homeopatia, placebo e o poder do pensamento

Um post menos abstrato que o anterior, remetendo unicamente a como você pode pensar melhor e consequentemente viver melhor.



Homeopatia: Sistema médico que cura as doenças com as próprias substâncias que as podem determinar.

Placebo: Substância neutra administrada em vez de um medicamento, como controle numa experiência, ou para desencadear reações psicológicas nos pacientes.

Pensamento: 1- Ideia, reflexão, consideração.
            2- Intenção.



A homeopatia é uma prática usada desde 1779, criada por um pintor alemão, e posteriormente estudante de medicina, chamado Christian Friedrich Samuel Hahnemann. Hahnemann afirmava que causar sintomas seria uma forma de curá-los. Exemplificando, se alguém sofresse de insonia, a terapia alternativa para isso seria administrar pequenas doses de cafeína no paciente; qualquer leigo percebe que isso é um absurdo, até mesmo a menor dose um estimulante piora o caso de alguém que não consegue dormir. 

Essas pequenas doses eram criadas na diluição da cafeína em água, por exempo, algo como 1 gota de cafeína para 99 gotas de água; uma gota dessa soluçao resultante, por sua vez, seria adicionada a outras 99 gotas de água (criando uma soluçao de 99,99% água e apenas 0,01% cafeína), e que novamente passava pelo mesmo processo. Este processo é repetido até 30 vezes consecutivas, criando soluções onde é mais facil ganhar 5 vezes seguidas na loteria do que conseguir encontrar uma molécula de caféina em meio a água. Na verdade, diz-se que a apartir da 12ª vez, a substância alcança o "Limite de Avogadro", onde supostamente a cafeína do exemplo já deixaria de existir, tornando-se tudo simplesmente água.

Homeopatas acreditam que a agitação da tal substância, a cada repetição do processo, faria com que água rete-se a "memória" da substancia usada, que adicionada a comprimidos de açucar, estimularia a "alma" do paciente a lutar contra seu problema. 

Como cético afirmo "óbvio que isso é um absurdo", mas não podemos negar que funciona, afinal são ínumeros os testes e estudos que comprovam a eficácia da homeopatia; eis o que nos leva ao efeito placebo.

O Efeito Placebo parece ser a resposta da eficácia dessa terapia alternativa. O paciente ao ingerir tais comprimidos de pura água e açucar, acreditaria fielmente que isso o curaria, uma cura puramente psicológica. Baseado no efeito placebo podemos até afirmar que tais remédios homeopáticos sequer necessitam de tais processos para serem "fabricados", apenas necessitam açucar ou algo para dar forma aos comprimidos, sendo a bula da caixa do remédio o real motivo da cura, pura sugestão. Citando sobre dar formas aos comprimidos, eis outro fato interessante: Um estudo diz que um simples comprimido homeopático, branco, de açúcar, tem seu potencial curativo, mas se você estampar uma letra nele e pintá-lo de azul, potencializaria o efeito. Ainda mais, uma cápsula onde cada lado possui uma cor, como um lado vermelho e outro amarelo, seria mais efetiva ainda; chegando ao nível mais alto da sugestividade, aplicar uma injeção de alguma substância inerte no paciente; a impressão positiva criada é tao grande, que nem teria comparação aos efeitos dos métodos citados antes.

Hahnemann, criador da homeopatia em 1779, só nos abriu a primeira porta; mesmo com suas idéias sem fundamentos nos fez refletir. Reflexão essa explicada linearmente através dos parágrafos desde texto,  para chegar em um único ponto: O pensamento humano. Acredito que a mente humana sem dúvidas tem tal poder de acreditar em algo e usá-lo para o seu próprio bem; não podemos negar também que em alguns casos os reais remédios da medicina realmente são necessários, mas é fato que a crença na cura, mesmo falando destes medicamentos, é essencial.

Algum dia poderemos dissertar em um ultimo parágrafo, que substituindo este explicaria como a humanidade em geral passou a acreditar no bem próprio, não necessitando de tais drogas sugestivas, apenas no pensamento da própria melhora por si só.


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